Uma vez eu li um livro de 561 páginas...
mas não era a espessura do livro...
era o que o seu conteúdo indicava.
Não era o conteúdo todo, era o que o autor dizia em um capítulo.
Mas não era só o que dizia o capítulo,
era o segredo implícito nele.
Não era o segredo em si, era o que eu descobri a partir dele...
Mas não era só o que eu descobri,
era a simplicidade desta aplicação.
Não era só a aplicação efetiva,
mas era também a transformação da realidade que causava,
não só a realidade das coisas,
mas das pessoas, sim,
transformar as pessoas sem tocar nelas,
tocar nas pessoas sem falar com elas,
usando outras pessoas, outros tipos, o tipo certo ou ideal para cada um.
Isso foi o que eu descobri.
Mas que importa? Ninguém se importa... ninguém liga mesmo...
Ninguém precisa que isso seja feito,
muito menos que seja eu quem faça, e muito menos na sua vida.
O mundo às vezes é tão sujo,
justamente para pôr à prova a capacidade dos bons.
Esta semana me senti profundamente agoniado,
com as mãos amarradas, me tiraram do jogo de repente,
e eu fiquei literalmente sentado, imóvel,
assistindo o jogo, vendo a vida passar.
Ainda assim, olhando-os de longe, com meus pensamentos,
surpreendentemente, eu entrei no jogo, eu fiz parte do jogo,
e influenciei o resultado.
Contrariando completamente toda a minha própria lógica,
sou obrigado a confessar:
Tem alguma coisa escrita sobre mim, sobre tudo isso...
eu luto contra essas visões, mas sei que são reais,
e sei que significam para mim o caminho da vida.
Crianças acreditam em coisas fantásticas, crianças realizam sonhos,
crianças vêem até o que não está escrito como se estivesse,
crianças seguem pegadas na areia, e ousam criar caminhos.
Crianças acreditam em sinais e em visões noturnas,
e revelações sob a luz do Sol.
Aqui é o meu lugar, aqui eu tenho uma missão a cumprir,
uma visão a anunciar, sonhos a conquistar, como uma criança:
Conquistar crianças para o infinito, e sonhar, eis o que está escrito,
sobre mim e sobre este lugar.
elitejp
20 de Maio de 2007
