Livre

Eu criei um amor doentio,
e permiti que o meu coração partido
deixasse a minha vida amarga,
e explodi em dor, um grito da alma, físico.
Eu não raciocinei direito,
pratiquei uma justiça tola,
cometi um excesso de cuidado
com o que não me pertencia,
me aproximei e reagi
quando devia ter passado de largo e ignorado.
Acabei tropeçando nos meus próprios erros
e colhendo aquilo que plantei sem querer.
Sim, às vezes se planta "sem querer",
mas a colheita é sempre obrigatória,
querendo ou não, o bem ou o mal "te colhem".
E a conseqüência disso foi que
aproveitando a oportunidade
o mal acumulado em algumas pessoas levianas
conseguiu me prejudicar,
mas fui eu quem lhes deu passagem.
No fim, pela Graça que me alcançou para sempre,
tudo isso foi convertido em um vento muito forte
que soprou a meu favor
bem no meio da tempestade,
de modo que perdi um navio para não perder a vida,
mas consegui me salvar numa tábua.
O que não posso agora é perder a fé,
pois perco também a salvação,
e se deixar isso acontecer
a minha vida perderá o sentido,
e não haverá mais um motivo para existir.
Preciso acreditar no amor, um amor real
e controlar as minhas imaginações e emoções
de uma vez por todas.
Devo me equilibrar e ir até o fim,
pois o equilíbrio só existe dentro de mim,
e fora de mim não há nada em que possa confiar.
Eu vou dar a chance de você me matar,
eu não vou mais fugir, vou me entregar à "lei",
e a Justiça cuidará de fazer-me livre
pelas próprias mãos de quem queria me ver morto.
O verdadeiro condenado já está morto
e me persegue desesperado
querendo que eu perca a cabeça e o mate!
Ele me odeia sem causa, e pensa que eu o odeio.
Mas eu não te odeio, não tenho o direito de te matar.
Eu estou aqui, sou eu que você quer.
Você é o "homem da lei" preso,
e eu sou o "condenado" livre.
Você viveu para me condenar,
e a sua morte "voluntária"
por não mais suportar viver e ser tão mau,
acabou me libertando. Eu estou livre.

NEle, que devolve a vida e a liberdade a quem é de direito,
e não baseia Suas decisões na frieza da lei
e nem nos interesses da política.
Eu confio no Seu Julgamento!


elitejp
17 de Dezembro de 2007